Lousã - Destino de Turismo Acessível


 

Lousã, Destino de Turismo Acessível







A Câmara Municipal da Lousã (CML) promoveu um projeto pioneiro de turismo acessível a nível nacional, o LDTA. Considerando a definição da "World Tourism Organization", de 2005, a pessoa com incapacidade é todo o indivíduo que, num determinado destino sofre algum tipo de limitação na sua capacidade relacional e apresenta necessidades especiais durante a viagem, o alojamento ou outros serviços turísticos. Para além da deficiência, estão também abrangidos neste conceito doentes crónicos ou temporários, os acidentados, as crianças, as grávidas e os idosos. O Turismo Acessível pressupõe assim uma oferta transversal de infra-estruturas, equipamentos e serviços que permite, a todos, o gozo de viagens, estadias e lazer sem barreiras. Um destino que seja capaz de assegurar de uma forma sistémica estas condições de acessibilidade será um “Destino Acessível”.

Portugal despertou tarde para esta realidade e hoje ainda não oferece verdadeiros destinos acessíveis, não sendo previsível que os venha a oferecer num futuro próximo, pois os investimentos na acessibilidade de infra-estruturas e equipamentos são elevados e demoram tempo a produzir resultados. No entanto, no plano dos investimentos imateriais, ao nível da organização, capacitação e qualificação da oferta turística, é possível, com investimentos mais contidos, obter resultados rápidos e concretos em matéria de turismo acessível. Uma boa oferta de turismo acessível deve estar focada, antes de mais, na prestação de bons serviços aos turistas com necessidades especiais, o que, por inerência, beneficiará o serviço prestado a todos os turistas.

A CML identificou uma oportunidade: a Lousã iria demorar anos a ser um verdadeiro "Destino Acessível", mas podia desde já mobilizar-se e organizar-se para se diferenciar nos mercados como um destino com propostas distintas de turismo acessível. Dessa forma, o turismo no município obteria outras vantagens: melhoria da posição competitiva e da imagem do destino; aumento dos níveis de ocupação na época baixa; maior mobilização dos agentes locais para trabalharem propostas turísticas em rede; reforço da sustentabilidade social do turismo local.

Face à experiência piloto do Selo "Lousã Acessível” da Provedoria Municipal das Pessoas com Incapacidade, que hoje reconhece a mais de 110 entidades a oferta de condições mínimas de acessibilidade, a CML entendeu mobilizar e envolver neste processo um grupo relevante de agentes locais da área do turismo e da reabilitação, tendo criado uma Estrutura de Missão (EM), presidida pela autarquia, para coordenar e acompanhar a execução do projeto. Essa Estrutura foi assessorada por uma Equipa Técnica, que se dedicou, à execução de um Programa de Ações que cobriu um leque vasto de atividades (vd. Relatório Final, em anexo). A CML procurou também reunir-se das competências necessárias à boa condução do projeto, tendo obtido a assessoria de equipas consultoras especialistas na gestão de projetos turísticos (Essentia), na comercialização do turismo acessível (Accessible Portugal), no urbanismo, arquitetura e design para todos (ProAsolutions) e na certificação do turismo acessível (TGB, Bélgica). Por fim, refira-se também a preocupação em estabelecer parcerias de cooperação com entidades nacionais e internacionais relevantes para a prossecução dos fins visados (i.e., Escola de Turismo e Hotelaria de Coimbra, ENAT - European Network for Accessible Tourism...).

A capacidade promotora da CML, a reunião de competências técnicas raras em Portugal e o interesse e visibilidade que o projeto sempre suscitou a nível local, nacional e até internacional, levaram ao grande reconhecimento público do mérito da iniciativa, demonstrados pela aprovação de várias candidaturas a instrumentos de apoio financeiro, pela obtenção de distinções nacionais e internacionais, pela ampla exposição mediática e por variadas referências elogiosas ao trabalho pioneiro desenvolvido na Lousã, tanto no país como no estrangeiro.

Veja o relatório final do Projeto
                                                                      Apoios:
Programa Operacional Potencial HumanoUnião Europeia - Fundo Social EuropeuQREN - Quadro de Referência Estratégico Nacional

 
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