“A cerca de 20 quilómetros da Lousã, quando a estrada que galga a Serra atinge a altitude de 1.000 metros, ramifica-se para a esquerda uma estrada de turismo, em bom estado de conservação, que conduz ao Trevim e ao Santo António das Neves, os dois picos culminantes da Serra da Lousã, com 1.200 e 1.180 metros de altitude, respectivamente, que se podem visitar de automóvel ou camioneta.
Do Pico do Trevim abrange-se um dos mais vastos, senão o mais vasto panorama que das serras de Portugal se pode abranger. Para quem está voltado para o Sul é esse panorama limitado pela Serra do Muradal, Serras de Vila Velha de Rodão e Mação, Alto Alentejo, Serra de Aire, Serra dos Candeeiros, o Mar e a Serra da Boa Viagem (Figueira da Foz); e para quem se volta para o Norte os limites são o Mar, o Buçaco, o Caramulo, o Montemuro, a Estrela, a Gardunha, até se encontrar de novo a Serra do Murada, que limita pelo noroeste a região de Castelo Branco.
Dentro desta extensa região, que deve ser sensivelmente um terço de Portugal continental, vêem-se Coimbra, Montemor, Figueira, Miranda, Anadia, Cantanhede, Penacova, Poiares, S.tª Comba Dão, Tondela, Oliveira do Hospital, Nelas, Mangualde, Fornos, Gouveia, Cernache do Bonjardim, etc., e centenas de outras mais pequenas povoações.
Junto à Serra, mil e tal metros mais abaixo, as veigas da Lousã, Miranda e Góis, e para sul o vale da Ribeira de Pêra, onde as povoações se encostam umas às outras: Castanheira, Coentrais, Sernadas, Sapateira, Bôlo, Vilar, Troviscal, etc.”
(in, http://us.geocities.com/altardotrevim/abertura.htm)
A Serra da Lousã, caracteriza-se pela sua magnitude e simplicidade, apresentando-se com a sua rusticidade própria, que caracteriza os espaços naturais, pouco sujeitos a agressões e intervenções humanas. Neste particular, destacam-se as aldeias serranas e os diversos percursos naturais, devidamente individualizados, para os passeios pedestres e as actividades de todo o terreno, quer ao nível do passeio, quer ao nível das actividades desportivas, sejam de relevo nacional, ou de carácter internacional.
O maciço montanhoso em causa, encontra-se todo ele, devidamente atravessado por pequenas estradas florestais, a que recorrem as organizações de desportos motorizados (BTT, Enduro, Raides Motorizados) e bem assim, os dos desportos de aventura, como sejam o Parapente, Provas de Orientação, Atletismo de Montanha e outros.Também a caça, e a pesca nos cursos de água serranos, assumem destaque progressivo, designadamente a caça ao javali, e a pesca às trutas.
Mas se a componente do desporto é relevante, também o contacto com a natureza vem, cada vez mais, assumindo uma importância crescente, com o recurso aos passeios pedestres e todo o terreno, os quais permitem ao visitante, contactar com uma elevada diversidade de paisagens, algumas de cortar a respiração pela sua beleza e magnitude, como pelo contacto com a fauna variada ali existente, e de que se destaca o Corço, o Veado, o Milhafre e o citado Javali, entre outros.
Contudo, também nas suas faldas, esta montanha encerra autênticos tesouros paisagísticos e monumentais. É o caso, por exemplo, do complexo natural e paisagístico, da Srª da Piedade, vale quase encantado, onde junto ao rio que ali corre, se erguem escarpas altivas, encimadas por um complexo religioso de grande beleza, a cujos pés se destacam as piscinas fluviais, cuja outra margem se encontra marcada pela existência de um morro encimado por um castelo medieval, que remonta ao século XI.
A Serra da Lousã, na sua imensidão encerra em si tesouros, naturais, paisagísticos e construídos que compete ao visitante interessado descobrir, descontraidamente.
A relação que se segue é mero indicador, subjectivo:

