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Circuito dos
AZULEJOS

Azulejos na Lousã


Nos finais do séc. XVII, surge um novo gosto e o azulejo azul e branco triunfa. Os painéis historiados dominam o séc. XVIII.
No entanto, na segunda metade do Séc. XVIII regressa-se à policromia. Até ao início do séc. XIX, o azulejo é utilizado como decoração de interior nos edifícios religiosos e particulares. Com as guerras Napoléonicas, surge uma grave crise económica que corresponde a uma decadência desta arte. Só com a assinatura do Tratado do Comércio entre o Brasil e Portugal se vê um novo aumento de produção. Agora, satisfaz-se uma nova clientela: a Burguesia, cobrindo de azulejos as fachadas das suas residências.
Esta tendência reforça-se ao longo dos sécs. XIX e XX. O azulejo raramente volta a figurar nas igrejas ou salões particulares. É colocado do lado de fora, acessível a todos. Passa a existir em edifícios públicos, estações de caminho de ferro, mercados e lojas possibilitando aos artistas exercerem a sua inspiração no séc. XX.

 

Topo da página  Azulejos no interior do edifício dos Paços do Concelho

Encontramos quatro painéis de azulejos recortados de estilo barroco, da fábrica de Sant´Ana:

  • A Ponte de Foz de Arouce sobre o Rio Ceira
    É uma ponte medieval, uma das mais antigas da zona centro e foi junto a ela que se travou a batalha entre as forças anglo-lusas e o exército de Napoleão. Daí o Monumento em memória ao feito.

  • Um Trecho de Casal de Ermio
    Este edifício situado em Casal de Ermio era inicialmente uma fábrica de papel que depois foi transformada em Central Eléctrica para fornecer energia à fábrica do Penedo.

  • O Cabril do Ceira em Serpins
    Local aprazível onde se encontra uma praia fluvial. A sua beleza é também proporcionada pela fenda natural na rocha que provoca um estreitamento do rio.

  • Igreja de Vilarinho
    A igreja é datada dos meados do século XVIII (1750) e é o mais importante e rico templo que se conserva no concelho. De um dos lados da fachada ergue-se uma elegante torre de sinos, de grés vermelha terminando em bolbo. Na fachada destacam-se três nichos com as imagens de N.ª Senhora e o menino, S. Pedro e S. Paulo esculpidos em pedra de Ançã. Estas obras datam dos meados do século XVI provenientes de uma oficina em Coimbra.

  • Brasão da Vila
    Painel de azulejos recortados, pintado pelo Mestre Carlos Reis, composto por quatro torres que designam a categoria da vila. Tem um fundo negro representando a terra e a honestidade. A banda ondulada de prata e azul, representa os rios. A mó de ouro com oito pás significa a indústria do papel e os engenhos de água. As espigas de trigo em ouro demonstram a agricultura, bem como a riqueza e o poder.

 

Topo da página  Painéis de Azulejos (Monumento à Família)

Azulejo 1

  • Igreja de S. Miguel em Foz de Arouce construída no séc. XVII e remodelada no séc. XIX. Na frontaria desta Igreja de linhas direitas, destaca-se uma composição retabular com duas pilastras com anjos músicos. Estes enquadram-se num nicho onde se pode ver uma escultura de estilo gótico do séc. XIV, representando S. Miguel.

  • Palácio dos Condes de Foz de Arouce, imponente casa nobre edificada no séc. XIX de estilo tardo-barroco. Tem um portal com sobreverga elevada ostentando o brasão de família. Casario típico da zona.

Azulejo 2

  • Ponte Medieval de Foz de Arouce sobre o rio Ceira, uma das mais antigas da zona centro. Foi junto a esta ponte que se travou a batalha entre as forças anglo-lusas e o exército de Napoleão.

  • Obelisco, monumento em memória ao feito.

  • Capela da Nossa Senhora da Pégada edificado no séc. XVIII de estilo barroco e remodelada no séc. XX. Destaca-se um retábulo com uma escultura de Nossa Senhora e o Menino também do mesmo estilo e séc., assim como um conjunto de azulejos sevilhanos datados do séc. XVI.

Azulejo 3

  • Casario típico da zona situado em Casal de Ermio em que as casas eram compostas por uma loja e um andar superior. A loja era onde se albergavam os animais e os cereais, no primeiro andar era onde se vivia. A colocação dos animais no andar inferior servia como aquecimento da habitação, através do calor que eles emanavam.

Azulejos 4

  • Igreja de Santo António em Casal de Ermio, onde se podem ver dois painéis de azulejos um com S. António e outro com a Nossa Senhora da Piedade, imagem que se encontra nas Ermidas e percorre as ruas em procissão.

Azulejos 5

  • Casa Rural.

  • Cena do campo.

  • Escadaria de aparato com guardas e balaústres de pedra, da imponente Casa Nobre de Sta Rita de estilo barroco edificada no séc. XVIII.

Azulejos 6

  • Paços do Concelho, construído entre 1930 e 1936 que se enquadra no estilo das casas nobres da vila.

  • Igreja Matriz. Igreja de S. Silvestre de estilo néo-clássico construída no séc. XIX e terminada no séc. XX quando colocada a torre sineira. Era junto a esta, o local onde se fazia o mercado.

Azulejos 7

  • Janela de estilo barroco de verga curva, cabeceiras erguidas e recortadas como se fossem cimalhas.

  • Igreja de S. Pedro em Vilarinho, datada do séc. XVIII, com a sua elegante torre de grés vermelha de duplo andar terminando em forma de bolbo. Destacam-se na fachada três nichos com as imagens de Nossa Senhora e o Menino, S. Pedro e S. Paulo, obras datáveis do séc. XVII.

Azulejo 8

  • Castelo de Arouce situado no vale de Arouce, atingiu o seu apogeu no séc. XI pela sua posição privilegiada em termos de segurança, proporcionando um desenvolvimento económico e demográfico mais ou menos acentuado nas margens planas do rio, bem como na área da Lousã.

  • Santuário Mariano constituído por três Capelas, a de São João construída nos séc. XIII e XIV, a Capela da Agonia edificada no séc. XVIII e a Capela da Nossa Senhora da Piedade remodela no séc. XIX.

Azulejo 9

  • Três cenas do campo. A colheita do milho feita de dia e de noite a descamisada que proporcionava momentos de convívio e de algumas brincadeiras. A Carvoeira. E a compra e venda de produtos no mercado, que se reduziu dantes a um mercado semanal, depois a uma feira mensal de gados e por fim a uma feira franca anual.

Azulejo 10

  • Igreja da Nossa Senhora do Socorro em Serpins de estilo néo-clássico datada do séc. XVIII. A fachada é muito simples de terminação triangular e a torre termina em forma de bolbo.

Azulejo 11

  • Cabril do Ceira e a sua fenda natural na rocha.

  • Praia fluvial em Serpins onde se encontra um parque de campismo.

  • Ponte do caminho-de-ferro em Serpins desenhada por Eiffel, uma das inúmeras que projectou por todo o país. Proporcionando um desenvolvimento significativo na vila, surgindo assim alguma indústria, sendo a mais marcante a Fábrica de Papel do Boque.

Azulejo 12

  • Três perspectivas da Igreja de Vilarinho

Azulejo 13

  • Casario típico da zona e fontanário.

 

Topo da página  Painéis de Azulejos (Estação dos Caminhos de Ferro)

Este conjunto de 8 painéis de azulejos em azul bastante esbatido e com cercadura de florões em azul e amarelo mesclado com folhas verdes, foi pintado pelo mestre Jorge Colaço e restaurado em 1989. Jorge Colaço nasceu em 1868 e foi uma personagem marcante e controversa. Formou-se em Paris, foi simultaneamente pintor e caricaturista, distinguindo-se como ceramista. Possuindo uma técnica de pintura e trabalhando toda a gama possível de azuis, deixou uma produção considerável. Na sua obra inspirou-se essencialmente em temas da Idade Média e da época Manuelina, exaltando a vida do campo.

Azulejo 1 - Palácio dos Salazares

  • Imponente Casa Nobre, Palácio ou Casa dos Salazares, elegante moradia fidalga remodelada no séc. XIX. Pertenceu à Viscondessa do Espinhal e desde 1977 é classificada como sendo obra de valor concelhio. Foi uma obra construída pelo Desembargador Bernardo Salazar de Eça e Alarcão, pai da benemérita Viscondessa, o que hoje se pode ver é fruto de duas obras: uma primeira durante o séc. XVIII, que originou uma longa fachada corrida e uma segunda, no início do séc. seguinte, durante o qual foi levantado o corpo central e a portada que assinala o ano de 1818. O andar nobre tem uma fiada de 12 janelas de verga curva, cabeceiras erguidas e recortadas alternando em dois tipos diferentes. Por baixo há portas largas em igual número. Este Palácio foi remodelado sendo hoje um Hotel de 4 estrelas, pertencendo à cadeia Meliá.

Azulejo 2 - Castelo

  • O Castelo encontra-se no vale de Arouce, motivo pelo qual se veio a chamar Castelo de Arouce. Não se consegue precisar a data da sua construção, mas o que é certo é que no séc. XI a sua existência já era um facto, visto haver um documento dessa época que lhe faz referência. Neste tempo, segundo rezam as crónicas, o Castelo não teria a configuração actual, mas seria sim uma construção de madeira ou uma simples torre. Assim podemos com toda a certeza dizer que o Castelo, até chegar aos nossos dias, sofreu algumas modificações. Este edifício atinge o seu apogeu no séc. XI quando, pela sua posição privilegiada em termos de segurança, proporcionou um desenvolvimento demográfico e económico mais ou menos acentuado nas margens planas do rio, bem como na área da Lousã.

Azulejo 3 - Capela da Misericórdia

  • É o edifício mais antigo do casco da vila, datando de 1568, sendo de estilo renascença. É constituído por uma Capela e uma Casa de Despacho. A capela tem um portal de estilo maneirista formado por duas pilastras sobre pedestais tendo como decoração em relevo escudos e frutos. O frontão é triangular com um nicho onde se encontra uma escultura da Nossa Senhora. O interior é formado por um corpo de uma nave só e uma cabeceira de capela única. No lado esquerdo abre-se a tribuna de mesário. No retábulo principal, podemos ver uma tela da autoria de J. Castilho datada de 1887.

Azulejo 4 - Cabril do Ceira

  • Local aprazível onde se encontra uma praia fluvial. A sua beleza é também proporcionada pela fenda natural na rocha que provoca um estreitamento do rio.

Azulejo 5 - Fábrica do Papel do Penedo

  • É hoje a actual Fábrica do Papel do Prado e foi fundada em 1715 por um italiano chamado Ottone, merecendo a atenção e o auxílio do rei através do seu Ministro Conde de Ericeira e mais tarde do próprio Marquês de Pombal. Esta fábrica é sinónimo da época próspera do mercantilismo.

Azulejo 6 - Parque Carlos Reis

  • Anteriormente Parque do Regueiro, foi-lhe dado o nome de Carlos Reis em 1931, homenageando assim este pintor pela exaltação que fez das paisagens e da vida popular desta região e sobretudo por ter deixado a sua última, grande e valiosa composição artística patente no Salão Nobre Municipal. Foi também concepção e projecto do Mestre o Coreto do Parque, tal como o lustre que nele pende executado por António Gaspar de Matos. Carlos Reis é natural de Torres Novas. Foi professor da Academia de Belas Artes de Lisboa, premiado em muitas exposições nacionais e estrangeiras, elegendo a Lousã para residir, sendo um legítimo orgulho para esta terra.

Azulejo 7 - Vista da vila

  • A vila da Lousã (Arouce) recebeu o seu primeiro foral de D. Afonso Henriques em 1151. Em 1217, foi este foral confirmado por D. Afonso II. Em 21 de Outubro de 1513, foi-lhe outorgado foral Novo pelo Rei D. Manuel. Da sua antiguidade temos referência num documento datado de 943: um contrato assinado entre o Abade do Mosteiro de Lorvão e um Moçárabe, Zuleima Abaiud, aparecendo então o topónimo Arauz. Segundo a lenda, foi fundador da Lousã o Rei de Conimbriga. Sendo esta frequentemente assalta e saqueada, o Rei Arunce foi obrigado com sua filha a Princesa Peralta, a refugiar-se num Castelo que mandou erigir em plena serra. No Salão Nobre dos paços do concelho existe uma tela alusiva à Lenda da Fundação da Lousã da autoria do Mestre Carlos Reis A origem do topónimo Lousã, segundo o Dr. Joseph Maria Piel, estaria no nome da propriedade de um tal "Lausus" que teria evoluído para Lauzana depois Louzan e passaria a Lousã. Outros apontam a abundância de xisto, conhecido impropriamente por "lousa", como origem do nome Lousã.

Azulejo 8 - Ermidas da N. Senhora da Piedade

  • É um importante Santuário Mariano, situada no morro em frente ao Castelo de Arouce. São três as capelas, sendo a mais antiga a Capela de S. João construída entre os séc. XIII e XIV. Formado por dois corpos justapostos - a nave e a capela mor - é a capela de maior dimensão do Santuário. Possui ainda um conjunto de esculturas do séc. XV e XVI talhadas em pedra de Ançã: S. João Baptista, S. João Evangelista, e S. Paio e ainda o frontal do altar de azulejos seiscentistas. Outra é a Capela da Agonia de pequenas dimensões e edificada no séc. XVIII. Temos ainda a Capela da Nossa Senhora da Piedade, situada no alto do morro e também de pequenas dimensões, de paredes caiadas de branco para contrastar com o fundo verde escuro da paisagem.
    É nesta capela que se encontra a imagem da Nossa Senhora da Piedade que só descia à vila em ocasião de calamidade pública e aquando da criação da Irmandade Nossa Senhora. A imagem passou a permanecer durante cerca de um mês na Igreja Matriz, regressando em grandiosa procissão ao seu Santuário. Em 1912 foi construída uma quarta Capela : a do Senhor dos Aflitos, situada no morro fronteiro junto ao Castelo. Esta é também de dimensões reduzidas, apresentando um estilo neo-romântico com cantarias e o altar revivalista executado pelo escultor conimbricense João Machado.

Topo da página  Extra Circuito

  • Painel de Azulejos da Fábrica das Alcatifas (Rua Dr. Francisco Viana)
  • Painel de Azulejos da Farmácia Fonseca (Rua de Sacadura Cabral)
  • Azulejo Histórico - S. Cristóvão - Jorge Colaço ( Rua da Paz)
  • Painel de Azulejos Casa Particular (Arte Nova) ( Rua Dr. Pires de Carvalho, n.º 34)
  • Painel de Azulejos Casa Particular (Arte Nova) (Rua da Fonte, n.º 2)
  • Painel de Azulejos -Ermida do Senhor. da Agonia -L. Ferreira (1927)
  • Painel de Azulejos - Ermida de S. João - L. Ferreira (1927)
  • Painel de Azulejos- "As virtudes da água"- Álvaro Viana de Lemos (1943) - Fonte da Ribeira de Casais (Freguesia de Vilarinho)

in "Posto Turismo Municipal da Lousã"

 

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