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Imagine um mundo de sensações de descoberta e de comunhão com a natureza. Imagine um mundo habitado por uma simpatia contagiante. Imagine um mundo onde o xisto se eleva nas vertentes íngremes da serra e dá forma a pequenos conjuntos de casas. |
Esse mundo está aqui, aninhado entre a paisagem única da Serra da Lousã. E aceder a ele é como atravessar um portal mágico feito de sons, perfumes e abstracções.
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No Município da Lousã foi feita uma aposta na melhoria das condições de desenvolvimento. Como? Promovendo acções integradas de desenvolvimento. Adaptando, de forma cuidada, o meio físico existente, de forma a assegurar o acesso de todos de forma segura, de forma saudável. Promovendo a inclusão, procurando integrar o conceito de design universal. |
Na Serra da Lousã, dentro da fronteira do Município, encontram-se sete pequenos aglomerados com características urbanas, das quais foram seleccionadas cinco: Candal, Casal Novo, Cerdeira, Chiqueiro, Talasnal, localizadas na bacia hidrográfica da Ribeira de S. João, são como que espectadores imemoráveis, dispostos no anfiteatro, debruçados sobre o Castelo encaixado no fundo do vale.
Tendo por base os Planos de Aldeia, mandados executar em 2002, as aldeias foram admitidas, através de candidatura, no Programa das Aldeias do Xisto, uma das linhas estratégicas da Acção Integrada de Base Territorial do Pinhal Interior.
A estratégia municipal e a do programa fundem-se no objectivo geral: o do reforço da identidade e promoção do território.
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Dados iniciais: Casal Novo, Cerdeira e Chiqueiro não possuíam rede de abastecimento de água. Nenhuma das cinco aldeias possuía rede de saneamento Cerdeira não possuía rede eléctrica. Nunca tinha existido pavimentação na Cerdeira e no Chiqueiro. A população residente, no total destas cinco aldeias, era de 21 pessoas, em 2002...
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Não existia qualquer unidade de desenvolvimento económico do tipo empresarial ou individual sediada nas aldeias. A criação de um Gabinete Técnico Local permitiu o desenvolvimento de projectos de execução física enquadráveis em quatro vertentes de actuação: Infra-estruturas; Qualificação de espaços públicos; Imóveis públicos; Imóveis particulares. |
Terminados os projectos foram sendo implementadas as soluções a um ritmo necessariamente adaptado à realidade local: Material e técnicas de construção específicas, pouco comuns, Impossibilidade de utilização de maquinaria pesada, Inacessibilidade a viaturas, dentro dos aglomerados urbanos.
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Pretende-se que estas eiras, outrora utilizadas para a seca e debulha dos cereais e um dos poucos testemunhos da vida em comunidade, assumam agora a função de receber, favorecer o encontro, descanso, área de exposição e de promoção de actividades lúdicas e culturais.
A eira comunitária é agora uma sala no exterior. Um dos maiores desafios foi a aposta num desenho de inclusão, na redução de obstáculos à acessibilidade. Pretendeu-se criar condições físicas que permitissem a sua utilização por todas as pessoas, até ao limite possível, sem recurso a discriminações ou adaptações. |
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Procuraram-se soluções que garantissem, tanto quanto possível, assegurar o acesso de todos:
Espera-se conseguir com essa aposta:
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Contamos hoje com novos dados:
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Esperamos que a intervenção nestas cinco aldeias da Serra da Lousã, com a mais-valia da sua integração na Rede das Aldeias do Xisto, com as características específicas que lhes constroem a identidade, reforce de modo significativo o conjunto de potencialidades turísticas desta região:
PAISAGEM | PESCA | CAÇA | DESPORTOS MOTORIZADOS | PARAPENTE | GASTRONOMIA | PEDESTRIANISMO | TT | BTT | PATRIMÓNIO CULTURAL | REDE NATURA 2000
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Contributos específicos para a construção de um produto global:
Promoção de parcerias, para actividades de animação, entre os vários agentes privados e o município.
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