As aldeias serranas da Lousã, Candal, Casal Novo, Catarredor, Cerdeira, Chiqueiro, Talasnal e Vaqueirinho são o testemunho de um património cultural e arquitectónico, um conjunto de histórias de saber popular, exemplos de adaptação, apego à terra e sobrevivência.
A consciencialização da problemática que envolve a desertificação e a degradação das aldeias serranas, e a necessidade de inverter essa tendência, criou a obrigação de preservar o seu património arquitectónico e o ambiente natural que o envolve.
Na perspectiva de uma estratégia de defesa e valorização das aldeias da Serra da Lousã, deu-se início a uma série de iniciativas:
- Execução dos Planos de Aldeia;
- Criação do Gabinete Técnico Local da Lousã;
- Candidatura ao Programa das Aldeias do Xisto, com intervenção no Candal, Casal Novo, Cerdeira, Chiqueiro,
- e Talasnal.
- Protocolos com os proprietários de imóveis para Recuperação de Fachadas e Coberturas;
- Implementação de infra-estruturas (abastecimento de água, saneamento, electricidade, telecomunicações);
- A defesa e valorização das aldeias, sendo parte de um sistema cuja estratégia se quer sustentável, é feita em articulação directa com:
- Gestão de infra-estruturas (abastecimento de água, saneamento, electricidade, resíduos sólidos, telecomunicações);
- Melhoria das acessibilidades;
- Recuperação e valorização de sítios de interesse (pontos de dinamização);
- Recuperação e valorização do edificado disperso.
Estas são as estruturas básicas sobre as quais poderá assentar a dinamização do comércio (restauração, alojamento, produtos regionais,...), do desporto (caça, pesca, parapente, btt, tt, montanhismo, caminhada,...), da educação (interpretação ambiental, investigação/produção ambiental, centros de formação,...) e da cultura (espaços museu/pedagógicos, bibliotecas, artesanato, animação cultural, centros de exposição,...).
No coração de Portugal, a simbiose existente entre estruturas físicas e naturais na paisagem inconfundível da Serra da Lousã, constitui um potencial riquíssimo, a explorar cada vez mais, mas de forma consciente.
O património arquitectónico, paisagístico e cultural das aldeias, pelo seu carácter genuíno e autêntico oferece ao visitante uma experiência única.
“Parecem aldeias encantadas onde se erguem casas de xisto, dando azo à criação natural de estreitas vielas sempre musicadas pelo canto dos pássaros e das cigarras”.
"In Diário de Coimbra, 24/05/97"

