Gestão de Resíduos Sólidos



Os resíduos, normalmente chamados por “lixo” são todo o tipo de materiais dos quais nos queremos ver livres, por diversas razões. Desde muito cedo que o homem passou a “deitar fora tudo o que não interessava”, há algumas décadas atrás, isso era feito para a via pública, hoje em dia, tudo é mais civilizado mas o problema aumentou, ou seja, com o aumento da população houve também, um acréscimo de resíduos produzidos. De forma a obter uma maior percentagem de resíduos para reciclagem, é necessária a colaboração de todos os cidadãos. A separação de resíduos permite obter produtos com maiores condições para serem renovados, pois estes estão agrupados num recipiente com produtos da mesma “família”, o que faz com que a sua degradação seja menor.

Por um ambiente mais saudável e com menos resíduos, pense sempre na política dos 3R’s: Reduzir, Reutilizar e Reciclar!



VOCÊ SABIA QUE...

  • Diariamente, cada um de nós é responsável pela produção de cerca de 1,3 kg de resíduos, o que ao longo de um ano são quase 500 kg;
  • 1 litro de óleo usado pode contaminar 1.000.000 l de água;
  • 1 pilha pode ficar 100 anos a lançar contaminantes, como o mercúrio, para o meio natural;
  • Os resíduos de plástico podem demorar mais de 100 anos a degradarem-se no meio ambiente;
  • Uma lata de alumínio pode demorar entre 100 a 500 anos a degradar-se enquanto uma garrafa de vidro pode nunca chegar a desaparecer no meio ambiente;
  • 1 tonelada de papel reciclado evita o abate de 22 árvores e evita a emissão de 2,5 toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera, um gás responsável pelo efeito de estufa;
  • Produzir uma tonelada de vidro reciclado poupa, em relação ao vidro virgem, 1200 kg de matéria-prima e 100 kg de fuel;
  • 1000 kg de PET (plástico) permitem produzir 2000 calças em poliéster;
  • Reciclar 1 lata de alumínio equivale a poupar a energia necessária para manter acesa 1 lâmpada de 100 W, durante 100 horas e pode ser infinitamente reciclada, sem perda de qualidade;
  • 3 kg de resíduos orgânicos podem dar origem a 1 kg de fertilizante;



DICAS ÚTEIS

  • Aposte no “consumo consciente” (Tudo aquilo que compramos sofreu um longo processo até chegar a si, promovendo um consumo e uma degradação dos recursos naturais. Pense se é realmente necessário adquirir o produto em questão);
  • Compre verduras de hortas (do vizinho, do Sr. que está todos os sábados na praça, por norma são produtos sem fertilizantes e que têm um rasto muito pequeno de resíduos produzidos para o seu fabrico);
  • Esteja atento às embalagens (em produtos que utiliza frequentemente, opte sempre pelas embalagens maiores, trazem mais produto e a longo prazo promovem uma menor produção de resíduos);
  • Reduza o desperdício de comida (Cozinhe refeições em porções mais pequenas e sempre que sobrar aproveite para inventar um novo prato);
  • Não utilize materiais descartáveis;
  • Escolha embalagens de vidro ao invés de plástico;
  • Reutilize a sua roupa, pode modifica-la ao seu gosto e consoante a moda atual;
  • Leve sacos de pano quando vai ao supermercado, desta forma vai evitar trazer para casa sacos de plástico;
  • Escolha produtos frescos, para evitar os recipientes;
  • Compre cartuchos de impressoras e pilhas reutilizáveis/recarregáveis;
  • Planeie as suas compras, de forma a evitar o desperdício;
  • Ao escrever ou imprimir, utilize os dois lados da folha;
  • Prefira produtos que contenham embalagens recicláveis;
  • Utilize os versos das folhas para rascunho;
  • Faça a doação de roupas, móveis, aparelhos domésticos, brinquedos, livros;


Legislação
 
  • Diretiva 2008/103/CE, de 19 de Novembro – Pilhas e acumuladores;
  • Decreto-Lei nº 276/2009 de 2 de Outubro – Estabelece o regime de utilização de lamas de depuração em solos agrícolas, de forma a evitar efeitos nocivos para o homem, para a água, para os solos, para a vegetação e para os animais, promovendo a sua correta utilização, transpondo para a ordem jurídica interna a Diretiva n.º 86/278/CEE, do Conselho, de 12 de Junho;
  • Decreto-Lei nº 73/2011 de 17 de Junho – Procede à 3ª alteração ao Decreto-Lei n.º 178/2006, de 5 de Setembro, transpõe a Diretiva n.º 2008/98/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de Novembro, relativa aos resíduos, e procede à alteração de diversos regimes jurídicos na área dos resíduos. Reforça a prevenção da produção de resíduos, clarifica conceitos chave, incentiva à reciclagem, define o que são subprodutos, embalagens, pneus, óleos minerais, resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos, resíduos de construção e demolição;
  • Decreto-Lei nº 1/2012 de 11 de Janeiro – Procede à 5.ª alteração ao Decreto-Lei n.º 196/2003, de 23 de Agosto, e transpõe a Diretiva n.º 2011/37/UE, da Comissão, de 30 de Março, relativa aos veículos em fim de vida.



Contentores de Resíduos Indiferenciados

Os contentores destinam-se exclusivamente a resíduos sólidos ensacados, restos de comida e resíduos de limpeza doméstica.

Não devem ser despejados nos contentores os seguintes materiais:

  • Desaterros ou demolições;
  • Terra, pedras e entulho, provenientes de trabalhos agrícolas;
  • Vidros, cinzas, líquidos e materiais corrosivos;
  • Após a colocação dos resíduos deve fechar-se a tampa do contentor.




Contentores de recolha seletiva (ecopontos)

Antes de colocar qualquer tipo de produto nestes contentores verifique se já não contêm nenhum tipo de substância sólida ou líquida no seu interior.





Embalagens (plásticos e metais)







Papelões (papel e cartão)







Vidrões





Objetos domésticos “Monos”

A Câmara de Lousã, implementou um serviço de recolha de objetos inúteis, designados por “Monos”, visto que alguns munícipes podem ter alguma dificuldade em transportá-los.
A recolha é efetuada aos sábados, a partir das 8:00 da manhã, devendo telefonar para a Câmara Municipal até ao final de cada semana, sendo posteriormente contatado pelos serviços, a informar a data da recolha, tendo em conta o tempo de pedido.

A recolha destina-se aos seguintes objetos:
  • Móveis;
  • Sofás;
  • Colchões;
  • Eletrodomésticos.



Reciclagem de óleos alimentares usados – Eco-óleo


Procedimentos:


  • Em casa: deitar o óleo usado numa garrafa ou garrafão de plástico com tampa de rosca;
  • No ecoóleo: Colocar a garrafa ou garrafão bem fechados, dentro do contentor;


Localizações:

  • Parque Municipal de exposições;
  • Piscina Municipal da Lousã - interior;
    Mercado Municipal da Lousã - interior;
  • Praça Sá Carneiro;
  • Quartel dos Bombeiros Municipais da Lousã;
  • Rua Comendador Montenegro;
  • Levegadas (junto ao ecoponto);
  • Padrão (junto ao largo);
  • Vilarinho (junto à cortada para o Freixo);
  • Largo de Foz de Arouce (junto aos ecopontos);
  • Rua Padre Caetano dos Reis (junto ao ecoponto);
  • Serpins - Junto ao ecoponto da Feira dos Bois;
  • Gândaras - Junto ao edifício da Junta de Freguesia;


Pilhas




A Câmara da Lousã colocou à disposição dos munícipes novos pontos de recolha de pilhas, vulgarmente conhecidos como pilhões.
As pilhas são um resíduo perigoso que deve ser eliminado em condições ambientais seguras. Uma só pilha pode contaminar cerca de 3.000 litros de água.
Nestes pilhões poderão ser depositadas pilhas salinas e alcalinas, de botão, de lítio e recarregáveis, e acumuladores: baterias de níquel cádmio, níquel metal híbrido e de iões de lítio.
As pilhas e acumuladores serão armazenados em condições de segurança e valorizadas através de vários processos de separação e recuperação dos diversos materiais que as constituem.
Localizações:

  • Pavilhão Municipal n.º 1;
  • Piscina Municipal;
  • Biblioteca Municipal;
  • Mercado Municipal;
  • Secretaria Geral da Câmara Municipal;
  • Eco-Museu;
  • Espaço internet;
  • Parque Municipal de Exposições;
  • Setor de Educação / Intervenção Social;
  • Escolas do concelho;
  • Junta de Freguesia de Serpins;
  • Junta de Freguesia de Foz de Arouce e Casal de Ermio;
  • Junta de Freguesia de Foz de Arouce e Casal de Ermio - edifício em Casal de Ermio;
  • Junta de Freguesia da Lousã e Vilarinho;
  • Junta de Freguesia das Gândaras;
  • Junta de Freguesia da Lousã e Vilarinho - edifício de Vilarinho;
  • Centro Social do Pinhal.

Compostagem

O processo de compostagem começa com a decomposição dos resíduos domésticos, por ação de microrganismos, na presença de oxigénio. A substância resultante deste processo denomina-se de composto e pode servir como fertilizante. Este é constituído por organismos benéficos que ajudam a nutrir e corrigir o solo.
É um procedimento de valorização da matéria orgânica.
Qualquer pessoa pode fazer compostagem em casa, desta forma poderá não só diminuir a quantidade de resíduos orgânicos enviados para o aterro, como também poderá ter um bom fertilizante para a sua própria horta.
Os resíduos orgânicos incluem diversificados materiais e restos de alimentos. Este tipo de materiais têm uma mistura de carbono (C) e azoto (N) na sua composição, sendo esta bastante importante para a compostagem, pois quanto maior a variedade de resíduos orgânicos, mais qualidade terá o composto.
Os materiais orgânicos podem dividir-se em dois grupos, o grupo dos castanhos e o grupo dos verdes, nos primeiros estão incluídos os materiais mais secos e portanto, mais concentrados em carbono e, no segundo grupo, estão aqueles que são mais concentrados em azoto, sendo mais húmidos que os outros.


Na tabela seguinte é possível verificar quais os produtos que pertencem a cada grupo e quais os materiais que nunca deve compostar.





Materiais necessários à realização da compostagem:

  • Resíduos orgânicos;
  • Água;
  • Compostor;
  • Tesoura de podar;
  • Forqueta de arejamento ou ancinho;
  • Termómetro;
  • Regador;
  • Terra ou composto acelerador;


Para realizar a compostagem necessita de um quintal onde possa amontoar os resíduos orgânicos em forma de pirâmide ou pilha, com cerca de 2m de diâmetro na base e 1m de altura, pois se as dimensões forem mais pequenas não aquecem o suficiente para que o processo de decomposição ocorra da forma correta.

Em alternativa, poderá abrir um buraco na terra com cerca de 60 cm de diâmetro e 35 cm de profundidade e aí colocar os seus resíduos orgânicos, no final, deverá tapar o local com uma camada de terra ou de folhas secas.

No caso de não possuir nenhum quintal isso não o impede de compostar, poderá fazê-lo seguindo as várias alternativas apresentadas em baixo:


Exemplo 1:
No interior de um caixote de lixo colocar dois tijolos e um outro caixote pequeno por cima dos tijolos (este deve estar perfurado por baixo e nos lados).

Exemplo 2:

Um recipiente do género de uma caixa de fruta com tampa, e com as dimensões 1mx1mx1m em cada cuba. As tábuas da frente podem ser amovíveis para facilitar o seu trabalho.

Exemplo 3:
Comprar um compostor comercial, deverá prestar especial atenção à sua capacidade tendo em conta aquilo que pretende executar.

 

Procedimentos da compostagem:

  • Corte todos os resíduos em pedaços pequenos, entre 3 e 7 cm (não misture os materiais verdes com os materiais castanhos);
  • Coloque ramos grandes, de forma aleatória, no fundo do compostor (deverá ter atenção à forma como coloca os ramos, de forma a permitir o arejamento, o que vai fazer com que o resultado final não seja um produto compactado);
  • Coloque uma camada de resíduos castanhos (com cerca de 5 a 10 cm);
  • Adicione uma mão cheia de terra ou de composto acelerador (siga este passo à risca, pois se colocar muita terra irá compactar o produto);
  • Coloque uma camada de resíduos verdes, igual à camada anterior de resíduos castanhos;
  • Aplique, de novo, uma camada de resíduos castanhos;
  • Regue cada camada para que a humidade obtida seja a ajustada (para testar a humidade do seu composto, encha a mão com parte dele e esprema, se estiver húmido mas não escorrer água, está ótimo);
  • Repita todos os passos anteriores até atingir um monte com um metro de altura;
  • A sua última camada deverá ser de resíduos castanhos (assim irá diminuir os odores);


Dicas para a continuidade do processo:


  • Remexa o seu composto com alguma frequência, irá permitir que os materiais se misturem e que haja mais arejamento dos mesmos;
  • Verifique a humidade, poderá utilizar sempre a técnica mencionada em cima;
  • Controle a temperatura do composto, o ideal é que a mesma se encontre nos 55o;

Na tabela seguinte apresentamos alguns problemas que poderá encontrar ao longo deste processo, assim como diversas soluções.

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